Ela ainda vai conseguir tudo que quer. Neon honey, corra, tem tanta coisa na sua cabeça ainda… Eu sei que ela vai conseguir tudo que ela quiser.

E eu queria escrever bem mais sobre esse meu amor de alma, mas eu estou passando tão mal… O corpo enfim mostra sinais de cansaço, derrota e solidão. Bebendo há semanas todo dia… eu deveria saber que ia dar nisso.

Tem sangue em todo lugar.

Honey, eu te amo. Eu sinto sua falta. Não some… Não se esquece de mim…

Minha mais nova tatuagem, mais uma cicatriz para levar:

Ela morava perto do muro. Alguém, um dia, por qualquer motivo, tinha levado, um tijolo por vez, e daí ele nasceu. Ela achava bom, porque, quando tudo gritava, ela podia ir morar em cima do muro. Quando fazia sol, ela ficava bem na sombra. Quando fazia chuva ela não ficava nada, ela gostava de chuva. Quando fazia qualquer outra coisa desenhava no muro. Com giz de cera e tudo. Quando cansava, imaginava o que tinha do outro lado. Quando queria, pulava pra ver. E ia morar perto do muro, o muro do lado de lá.

 

A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria.
A Prudência é uma solteirona rica e feia, cortejada pela Impotência.
Nenhum pássaro se eleva muito, se se eleva com as próprias asas.
O fraco na coragem é forte na esperteza.
Nunca se sabe o que é suficiente até que se saiba o que é mais que suficiente.
O ato mais sublime é colocar outro diante de ti.

William Blake.

Eu não sei nem por onde começar. Pelo começo ou pelo fim ? Pelo auge ? Pelo declínio ? Onde foi que tudo começou ? Existe mesmo uma linha que separa nossas vidas ? Uma linha onde tudo antes dela e tudo depois dela parece errado ? Já cruzamos esta linha ? Do que eu devo falar ? Amor ou alma ? Distúrbios mentais ou preocupação exagerada ? A beira do abismo ou a visão do paraíso ? Ou talvez começar pelas coisas mais simples, como o que é o certo ou o errado. Não, isso não é simples. Não se traduz como verdade para todos, é pessoal e intransferível. O que supostamente eu deveria começar dizendo ? Não parece que eu tenha nenhuma linha genial para começar, eu não sei nem o que onde foi o começo. Mas e que tal…

Eu a conheci em uma sinuca. Eu ri do jeito que ela jogava.

O que foi ? Acaba que tudo se resume a amor, não ? Todos os grandes escritores pregaram o amor de alguma forma. O amor singular, o plural, o doentio ou o fraternal. Porque não eu ? E eu tenho muita história para contar. Uma história que ainda não terminou, mas isso pode ser ilusão minha. Mas tudo bem, eu falarei muito dela, então vamos começar falando de outra coisa. Vamos falar de viagens.

Ela anda por aí. Ganha o dia e eu fui embora. E é desse jeito que minhas lágrimas secam sozinhas. O sol se põe e ela ganhou o dia.

Era na tempestade que ela acreditava. Mas a chuva engrossou e ela cansou de se molhar, foi fugir, foi procurar um refúgio para chamar de lar. E me deixou aqui e eu me perdi e eu me molhei. E ela se foi, sozinha em seu próprio universo. Agora eu já não sei a velocidade que o mundo gira, eu não estou lá para ver os passos dela. Eu não estou lá.

A velocidade que o mundo gira é a distância entre os passos dela.

A chuva cai lentamente nestes telhados cheios de incertezas e dúvidas, mas quando eu penso em você… Quando eu penso em você, todos os anos e todas as tristezas correm para bem longe de mim. Eu ainda acho que você nunca vai perder aquele brilho no olhar. Aqueles olhos sonhadores. Sonhei com olhos sonhadores.

E eu te levarei por portas trancadas, elevadores escondidos e andares perdidos há tempos atrás. E nós estaremos longe, para estar onde tem vida. Por baixo dos símbolos, por dentro das escadas escuras e dos quartos de motéis, para estar onde tem vida. Para estar onde nos perdemos um dia antes de tudo isso começar.

Vontade do corpo dela. Sentir o peito dela contra o meu e deixar as ondas de felicidade fluirem…

Tempo bom…

Eu tentaria explicar, mas você não entenderia. Eu simplesmente preciso de você, mas não posso ter. E eu não vou te perder de vista, nunca. Nunca. Não é rock’n'roll de verdade quando você não está aqui.

Eu sou um idiota, baby. É incrível que eu ainda saiba respirar.

Então temos que terminar tudo que começamos, então eu vivo minha vida girando, dançando e gritando ao redor do sol. E mesmo que você veja isso um dia, saiba que não é felicidade, é escapatória. Escapadas da realidade. Eu sou um idiota, baby. Vamos viver nossas vidas até que nos encontremos novamente.

Nós vamos nos encontrar novamente, não ?

Eu vivi um sonho roubado, uma vida que nunca tive. Quando você disse adeus, para mim foi boa noite.  E agora essa saudade, arde só na minha alma. Minha alma roubada.

Quando eu parei e percebi, eu me vi perdendo você.

Ela desapareceu.

E eu fiquei só, uma nuvem de chuva.

Procurando por um cigarro no carro, eu acho a maquiagem dela. A maquiagem dela… Todos os sentimentos correm para perto de mim.

E eu que nunca achei que fôssemos perder aquele brilho no olhar…

Eu estava tão errado…

Segura minha mão antes que a gente fique velho demais…

Senão todos estes anos serão desperdício adolescente. Desperdício…

Ela viu na televisão. Todas as notas, os acordes e a imprecisão. Viu as pessoas pularem cheias de emoção. Sentiu clichê dentro dela e teve que ir a luta.

Teve todas as viagens dos alucinógenos, teve toda a tristeza do álcool, ligou para a família e comunicou que se perdeu dentro do bar.

Comprou as passagens e deixou para trás o amor que há tanto tempo esperava por ela.

Ela se apaixonou pelo baterista do The Who e nunca mais voltou…

Honey, você lembra de todas aquelas noites em que choramos ? De todo esse arrependimento que vamos segurando tão perto ? Enquanto você está ocupada com meus inimigos, eu já não canto mais. Eu deixei de cantar.

Quão mais para perder o resto de vida que há em mim ?

Você sabe que vai doer às vezes quando eu me for, né ? Aquela sinfonia inteira que produzíamos quando estávamos juntos e nos dava prazer, foi sendo afogada com todas as pestes e sofrimentos que eu trouxe. E elas foram nos deixando para baixo e eu tive que achar todas estas pílulas sociais e o que mais eu poderia fazer ?

Para os que se vão, já não importa mais tanto quem estava certo ou errado, para mim, o que foi abandonado, eu não sou nada, mas o cara que se foi.

E lá vem a chuva… Eu fui o que fiquei na chuva para sempre e a chuva sempre promete não deixar vestígios.

Estou preso em meu próprio universo pronto para ir embora sozinho, perdido nas labaredas frias da memória, retrocedendo como um estrela em colisão no espaço afora. Sozinho, sem ninguém conseguir jamais juntar todas as peças que levaram a isso. Como um pontinho preto na linha do horizonte que acena, mas ninguém pode mais ver. Ela está ocupada demais para se importar comigo.

Agora você escorregou para dentro da sua própria escuridão e tudo que restou, foi meu amor por você. A vida continua sem mudanças…

E vai parar…

Eu queria ter casado com ela. Ter tido todos aqueles momentos incríveis para lembrar, a banda, as pessoas, a bebida, a dança, o sorriso das pessoas ao meu redor, as lágrimas que certamente rolariam dos meus olhos enquanto eu fizesse meus votos e jurasse amor eterno a ela. Eu queria ter tido todos os flashes, os fogos e o amor. Eu queria poder ter escapado com ela numa lua-de-mel que duraria 2 meses a vagar por este país, ela a entrar no carro – que como sempre não estaria lavado, provavelmente – em seu vestido que eu sei que ela mesmo faria. Queria todas as pessoas batendo palmas e as latinhas fazendo seus cliques e claques na estrada enquanto nós iríamos acumulando quilômetros, quilômetros de amor. Eu queria todos os sorrisos dela para mim.

Depois de algum tempo, depois de milhões de quilômetros jogados na estrada e sorrisos espalhados pelo céu, eu queria ter tido um filho com ela. Eu queria sentir mais um outro mor entre nós e sempre a nos tornar mais vivos. Eu nunca seria um mau marido ou um mau pai. Minha rotina seria nunca tornar a vida da minha mulher e do meu filho – ou filha – uma rotina. Eu cantaria para eles todo dia uma canção diferente, canções que sempre falassem que dias melhores ainda estão por vir. Eu compraria arminhas que atirassem água e incitaria uma rebelião civil em casa quando ela nos obrigasse a comer todo aqueles picles, pepinos, azeitonas e couves e verduras e coisas da natureza. Eu cantaria no chuveiro para ela e inventaria histórias novas toda noite para o meu filho. Eu contaria histórias para os dois, uma história para cada emoção da vida. A vida em si, o amor, a tristeza, a ansiedade, a união, a separação, todas as coisas boas e todas as coisas ruins. Eu prepararia meu filho para a vida e protegeria ela. Eu teria comprado uma câmera de vídeo e os nossos dias felizes ficariam gravados para sempre. Não só em memórias, mas em imagens em cores e energias tão vivas que quase poderíamos tocá-las no futuro quando estivéssemos assistindo novamente porque nosso filho já está prestes a casar. Com todas as coisas que eu fiz, eu jamais deixaria de fazer um. Proteger aqueles que eu amo. Eu posso não ser normal, mas eu jamais machucaria estas pessoas. E sabe o que mais eu faria ? Sabe o que eu faria junto dela ? Pois ela sabe tanto disso quanto eu, eu ensinaria meu filho a sonhar, que o amor vence tudo e que o clichê, por mais que seja tão lugar-comum, é bem-verdade em todas as situações da vida.

Todo mundo me chama de louco e meu maior sonho é tão o mais comum de todos. Eu só queria ter casado com ela e um dia ter uma família com ela. Uma cama grande para dormirmos juntos e um lugar para cantar e uma cozinha para tentarmos fazer alguma comida que realmente seja boa. Passar nossas sexta-feiras provando que não precisamos de restaurante nenhum, que nossa vida poderia ser feita na cozinha. Eu só queria um som tocando todas as nossas músicas e a gente dançando feito bregas. Eu só queria dormir com meu amor do lado, sabe ? E sentir que a vida iria ser boa de novo no outro dia e que eu não ia estragar tudo.

Mas agora tudo que eu tenho são estas lágrimas que aparecem toda vez que eu tento escrever algo. Tudo que eu tenho é esse cansaço que me consome todo dia. E eu estou com medo, Brunna. Eu tô com medo de não aguentar. Porquê agora, eu não estou desesperado, Brunna. Eu estou cansado. Eu estou tão cansado. E eu tô com medo de não aguentar, honey… Eu não quero morrer. Mas eu sinto tanto sua falta. E pela primeira vez na vida eu conversei com Deus, porquê eu já não sei mais o que fazer. Eu não sei para onde minha esperança foi, eu só sei que minha saudade está aqui. Eu só sei que meus sonhos estão todos indo pelo ralo, honey. Porque eu, eu nunca tive sonhos materiais, eu não tenho essas ambições que todas as pessoas tem, essas assim de crescer sozinho e tudo o mais. Meu sonho era achar alguém como você.

Você sabe como é estragar o seu maior sonho ?

Não queira nunca saber…

Eu te amo tanto…

Ass.: Ex-Redator Ridículo Idiota

PS: E sim, pela primeira vez eu coloquei um nome em um texto. E esse nome é seu.

Nosso relacionamento… eu nunca o medi em tempo. Eu o medi em espaço.

Meses, anos, isso nunca importou.

Ele durou quilômetros. Todas as viagens, fossem elas dentro do carro no meio da semana, no avião fugindo da família e em nossas cabeças, sonhando.

Nós ficamos juntos por milhares e milhares de quilômetros. Todas as estradas e todos os sonhos que sonhamos. Eles foram infinitos. Bem mais que o tempo. Bem mais…

Vocês sabiam que ela ainda vai conquistar o mundo ? Tudo bem, sem mim agora… Mas ainda assim vai. Ela é forte demais para ser derrubada por qualquer coisa. Ela é honey, como não conquistaria o mundo ? Ela vai ter tudo que ela quiser, do jeito que ela quiser.

Eu nunca mais estarei ao lado dela, mas eu sempre lembrarei dela. Mesmo quando ela estiver no topo. Se algum dia ela cair, eu posso segurar. Se ela for ninguém, eu posso ser também. Eu posso qualquer coisa do lado dela.

Uma coisa eu dei a ela e um dia ela vai entender isso. Agora ela sabe que viver é a melhor coisa, é ótimo e todas estas coisas que ela fala. Ela vai entender essa sensação quando eu partir.

Conquiste o mundo, honey. Só me faz um favor ? Lembra de mim, ok ?

Eu posso ouvir as gaitas bem longe de mim. Eu posso ver as estrelas morrendo no limiar do horizonte. Eu sinto o dia terminando para sempre e a noite escura a começar. Olha só esse céu. Combina bem com o som das gaitas, esse blues entristecido que sempre estive a ouvir no canto do meu ouvido. Eu pude sentir o amor fugir da cidade roubando um carro e assaltando lojas somente para se sentir vivo. E foi quando o amor chegou aqui, que nada mais ficou no lugar que costumava ficar. Tinha esse novo céu, esta nova música, esta honey selvagem, estes tempos de viver. Mas agora, agora, você pode ouvir a gaita ? É tão triste, não é ? Entra pelo ouvido como uma canção daqueles caras lá do Mississipi. É engraçado, eu posso ver o tempo. Eu posso ver o tempo nesta noite escura. Aponta sempre para o mesmo lado e nunca olha para trás. Parece querer te lembrar que se perdeu, perdeu. Eu posso sentir, sabe ? A música saindo de mim, o tempo caminhando para longe, as gaitas sumindo. Eu posso imaginar você longe daqui, nunca perto. Trazendo para mais perto de mim o que eu nunca pude sentir novamente. Quando o amor chegou a cidade, você veio de mãos dadas com ele. Parecia que ia ficar para sempre. A gente sempre pensa que as coisas boas ficarão para sempre, né ? A gente é tão ingênuo quando ama, tão louco. Gente é tão louca, né ? E a gente nem sequer sabe se gosta disso ou não, desta loucura toda. Porque quando as coisas não dão certo, a loucura vira parâmetro para julgarem tudo que você sentia como algo errado, como mais uma daquelas loucuras. Você fica a ouvir estas gaitas que tocam longe sozinho. Você pode perceber em que escala elas tocam ? É um som tão melancólico, parece que chora no seu ouvido. Será que lá no Mississipi eles amam ? Com todas estas minhas visões, a cidade ficou dividida em duas. Agora tudo que eu faço é contar as listras na pista, olhar para o céu escurecendo, todas as estrelas retrocedendo como pontinhos brancos na escuridão, fumar a saudade, olhar no retrovisor, olhar o passado. Ver todas as pessoas indo e vindo, os carros que bateram, os policiais que autuam, os homens que se perdem. O mundo evoluindo e as pessoas ficando cada vez mais distantes. Crescendo para se separarem. Hoje as mulheres não acreditam mais no casamento, os homens acreditam nas festas, as pessoas fantasiam mas não acreditam mais no amor. E quando o fazem, o amor tem que ser normal, talvez não precise ser contido, mas se parecer algo forte demais, os pássaros voam. Intensidade é obsessão. Nosso mundo tem medo da cumplicidade. E eu queria ser como dois parceiros no crime, sabe ? Como aqueles blues antigos que cantavam dois contra o mundo. Nós contra o mundo. Será que lá no Mississipi tem um casal assim ? Brigando contra o mundo ? Será que eles escutam as gaitas como eu, tão longe, escuto ? É engraçado, eu estou completamente cego e meus olhos estão abertos. Lavo minhas mãos em águas sujas e as pessoas se distanciam mais. E eu não ligo mais, sabe ? Eu nunca liguei para nenhuma destas pessoas. E a única pessoa que eu liguei, julgou que eu me importei demais. Ou na realidade, para ela, que eu não amei de verdade, fui doente, fui sabe-se lá o quê. O que sabemos ? Sabemos tanta coisa na hora de julgar. O amor dói, como os antigos cantavam. Estas pessoas estão sempre a dizer que passa. Oh, eu tenho certeza que quase sempre passa. Mas e os poucos casos que não passa ? Elas não sentem minha dor de cabeça, minhas náuseas, minhas saudades, meus sonhos, elas não podem sentir meu amor. E elas com certezam, não escutam estas gaitas que eu escuto, vindo lá do Mississipi…

Onde será que ela anda agora ? Quando eu me for, será que o céu nesse dia vai parecer diferente para ela ? Será que ela vai poder escutar estas gaitas ? Ou guitarras, ou flautas, ou cítaras, ou vidas, ou amores. Ela me sentirá ? Eu sinto ela o tempo todo, correndo nas minha veias, dentro e fora do meu cérebro. A alma dela vai sentir um aperto quando eu sair daqui ?

Eu sei que em meu derradeiro momento, eu lembrarei do girassol nas costas dela. De como ela vai transformar aquilo em outra coisa qualquer e vai me esquecer mais ainda. Eu lembrarei do Donaldo, aquele dançarino desgraçado. Do woody, aquele safado que sempre esteve onde eu queria estar. Do Nestor com aquele cabelo sempre assanhado igual como ela imaginava estar o dela. Do camelo que nunca pudemos lembrar o nome certo, eram dias loucos. De todos os filhos que eu nunca pude ver novamente. De todas as vezes que eu toquei violão para ela enquanto ela estava em outro continente. Porquê eu não consigo parar de chorar ? Mas como eu posso me esquecer da briga inútil em outra cidade e do outro dia tão divertido no museu a filosofar ? Da aventura para conseguir bater mais fotos. Do sorriso dela. Como eu poderia algum dia esquecer daquele pedaço divino de Deus e paraíso em minha vida ? Ela vai lembrar de mim quando ouvir Oasis por aí ? Será que ela vai soltar um sorriso ?

Eu não consigo parar de chorar, meu deus. Porque eu tirei tudo que eu amava de perto de mim, hein ? Eu me sinto tão culpado. Como é ruim sentir saudades assim… Eu só consigo lembrar do dia em que estávamos a sós e eu chorei nela. Eu babei ela toda. Eu chorava tanto e ela assustada querendo saber porque. E eu só consegui dizer que era saudade…

Saudade, honey… saudade… tanta saudade…

Eu odeio diários. E isto está meio que se tornando um. Mas quem sou para gostar ou odiar algo estes dias ? Em breve, eu estarei longe daqui. Away from all the pain.

Seus olhos me queimam como gasolina…